Esta sim é a última nau, não a tua Pessoa
Onde embarcaste El-Rei D.Sebastião
Ao sol aziago para ilhas indescobertas
Nâo sei que nome tinha a barcarola
Do nosso rei.
A esta chamam-lhe globalização
Comandada por fundos e acções
Especuladores e outros mareantes
Da alta banca.
Navegam no convés, altivos
Erguendo o padrão do seu império.
Ao invés, os remadores vão no porão
Mastigando ventos e migalhas
Ateando a fornalha.
A esta nau eu chamaria Dona branca
Que enfrentado este mostrengo
vindo de cavernas do fim do mundo
Rompeu as velas, destroçou a quilha
Ruíu o casco e foi ao fundo.




